![]() Aos
grupos da Terra: MA, PI. CE, PE, AL, BA, MG, ES, DF Marseilles e Londres, Estados Unidos A pa(lavra) Dezembro de 2011 “Olhai as aves no céu, Olhai os lírios do campo” (Mt
6,26) É preciso saber se o que havia, na largada,
corresponde ao que se encontra na
chegada. Há quem parta e se reparta e, após a
parte ida, permaneça, por
(in)devido, no
mesmo lugar. Há pessoas
que dão passos em direção a um
objetivo e, por inteiro, não se fazem presentes,
(in)oportuna(mente), onde quer que venham a chegar. Elas tiveram a
partida, a
largada, contudo, não saíram, permaneceram no
mesmo lugar. A par(ti)da é a
parte que vai da outra que fica. Quando algo parte, também
se reparte e o
mesmo, depois, não será. Por isso, é
preciso saber o momento exato de avançar e
de recuar. Nem só quem atravessa desertos pode se perder ao
ir ou ao voltar.
Aquele que faz avanços pode, no afã, na
ânsia, precipitar-se. Aquele que recua
o faz para melhor se preparar ou porque encontra alguma
razão que o impeça de
avançar. Os dois lados, em qualquer questão,
é preciso sempre analisar. Se tu pensas
em recuar, que seja em vista de um fortalecimento, de modo a, depois,
seguir Algumas
paradas, ao longo do caminho, é preciso realizar. Quem
sempre caminha adiante e
sem parar não encontrará na própria
caminhada a razão de continuar. É
árido
todo o percurso que se faça sem objetivo claro o qual se
pretende alcançar. A
caminhada, contudo, por si mesma, não dá a
razão de poder e querer avançar. O
caminho é o meio, a caminhada é o momento, mas a
razão precisa estar presente
tanto no início quanto no que se intenta alcançar
objetivamente. Sem clara
razão, é vão continuar. Não
há, sem razão, para que recuar ou
avançar. Seria o
mundo do sem sentido de viver por viver, apenas vegetar. Uma
motivação clara,
razão primeira que justifique o início da largada
e o ponto de chegada, antes
de teus passos efetivarem o percurso, é preciso encontrar.
Do contrário, na aridez
da insensatez, viver-se-á, quais passantes que fazem
travessia, movidos pelo
impulso de encontrar um espaço que não aquele que
estejam, então, a ocupar. |