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Catecismo da Igreja Católica
Tema para estudo para os Grupos da Terra
Fevereiro - Março
PENITÊNCIA E RECONCILIAÇÃO
P.35.1 Batismo e remissão dos pecados
§535 A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João no
rio Jordão. João Batista proclamava "um batismo de arrependimento
para a remissão dos pecados" (Lc 3,3). Uma multidão de pecadores, de
publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem
fazer-se batizar por ele. Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus
insiste. E Ele recebe o Batismo. Então o Espírito Santo, sob forma
de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: "Este é o meu
Filho bem-amado" (Mt 3,13-17). É a manifestação ("Epifania") de
Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus.
§977 Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: "Ide
por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que
crer e for batizado será salvo" (Mc 16,15.16). O Batismo é o
primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos
une a Cristo morto por nossos pecados, ressuscitado para nossa §978
"No momento em que fazemos nossa primeira profissão de fé, recebendo
o santo Batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão pleno
e tão completo que não nos resta absolutamente nada a apagar, seja
do pecado original, seja dos pecados cometidos por nossa própria
vontade, nem nenhuma pena a sofrer para expiá-los. (...) Contudo, a
graça do Batismo não livra ninguém de todas as fraquezas da
natureza. Pelo contrário, ainda temos de combater os movimentos da
concupiscência, que não cessam de arrastar-nos para o mal."
P.35.2 Eucaristia e remissão dos pecados
§1393 A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que
recebemos na comunhão é "entregue por nós", e o Sangue que bebemos é
"derramado por muitos para remissão dos pecados". Por isso a
Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo
tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:
"Toda vez que o recebermos, anunciamos a morte do Senhor". Se
anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se,
toda vez que o seu Sangue é derramado, o é para a remissão dos
pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus
pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio.
§1395 Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos
preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da
vida de Cristo e quanto mais progredirmos em sua amizade, tanto mais
difícil de ele separar-nos pelo pecado mortal. A Eucaristia não é
destinada a perdoar pecados mortais. Isso é próprio do sacramento da
reconciliação. É próprio da Eucaristia ser o sacramento daqueles que
estão na comunhão plena da Igreja.
§1436 Eucaristia e penitência. A conversão e a penitência cotidiana
encontram sua fonte e seu alimento na Eucaristia, pois nela se torna
presente o sacrifício de Cristo que nos reconciliou com Deus; por
ela são nutridos e fortificados aqueles que vivem da vida de Cristo:
"ela é o antídoto que nos liberta de nossas faltas cotidianas e nos
preserva dos pecados mortais".
§1846 O PECADO
A misericórdia e o pecado
O Evangelho é a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus
para com os pecadores. O anjo anuncia a José: "Tu chamarás com o
nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados" (Mt 1,21).
O mesmo se dá com a Eucaristia, sacramento da redenção: "Isto é o
meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos, para
remissão dos pecados" (Mt 26,28).
P.35.3 Fins do sacramento da Penitência e da Reconciliação
§1421 O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos
corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde
do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito
Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios
membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o
sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.
§1468 Os efeitos deste sacramento "Toda a força da Penitência reside
no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele
com a máxima amizade." Portanto, a finalidade e o efeito deste
sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento
da Penitência com coração contrito e disposição religiosa "podem
usufruir a paz e a tranqüilidade da consciência, que vem acompanhada
de uma intensa consolação espiritual". Com efeito, o sacramento da
Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira "ressurreição
espiritual", uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos
filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Cf
Lc 15,32).
P.35.4 Idade da discrição e perdão dos pecados
§1457 Conforme mandamento da Igreja, "todo fiel, depois de ter
chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados
graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano".
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve
receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito,
sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha
um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um
confessor. As crianças devem confessar-se antes de receber a
Primeira Eucaristia.
P.35.5 Indulgência
§1471 As indulgências A doutrina e a prática das indulgências na
Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da
Penitência.
QUE É A INDULGÊNCIA?
"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida
pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel
bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da
Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por
sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de
Cristo e dos santos."
"A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial
totalmente da pena devida pelos pecados." Todos os fiéis podem
adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplicá-las aos
defuntos.
P.35.6 Mandamento de receber o sacramento da Penitência e
Reconciliação
§1457 Conforme mandamento da Igreja, "todo fiel, depois de ter
chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados
graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano".
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve
receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito,
sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha
um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um
confessor. As crianças devem confessar-se antes de receber a
Primeira Eucaristia.
§2042 O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da missa inteira
nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de
trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora
a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos
mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em
primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se
reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que
possam impedir tal santificação desses dias.
O segundo mandamento ("Confessar-se ao menos uma vez por ano")
assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento
da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do
Batismo.
O terceiro mandamento ("Receber o sacramento da Eucaristia ao menos
pela Páscoa da ressurreição") garante um mínimo na recepção do Corpo
e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e
centro da Liturgia Cristã.
P.35.7 Penitência e Reconciliação como sacramento
§1210 SEGUNDA SEÇÃO - OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA Os sacramentos
da nova lei foram instituídos por Cristo e são sete, a saber: o
Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos
Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Os sete sacramentos atingem todas
as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão: dão à
vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Nisto
existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida
espiritual.
P.35.8 Penitência e Reconciliação e Batismo
§1425 Por que um sacramento da Reconciliação após o Batismo? "Vós os
lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome
do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus" (1 Cor 6,11).
É preciso tomar consciência da grandeza do dom de Deus que nos é
oferecido nos sacramentos da iniciação cristã para compreender até
que ponto o pecado é algo que deve ser excluído daquele que se
"vestiu de Cristo". Mas o apóstolo São João também diz: "Se
dissermos: "Não temos pecado", enganamo-nos a nós mesmos, e a
verdade não está em nós" (1Jo 1,8). E o próprio Senhor nos ensinou a
rezar: "Perdoa-nos os nossos pecados" (Lc 11,4), vinculando o perdão
de nossas ofensas ao perdão que Deus nos conceder de nossos pecados.
§1426 A conversão a Cristo, o novo nascimento pelo Batismo, o dom do
Espírito Santo, o Corpo e o Sangue de Cristo recebidos como alimento
nos tornaram "santos e irrepreensíveis diante dele" (Ef 1,4), como a
própria Igreja, esposa de Cristo, é "santa e irrepreensível" (Ef
5,27). Entretanto, a nova vida recebida na iniciação cristã não
suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a
inclinação ao pecado, que a tradição chama de concupiscência, que
continua nos batizados para prová-los no combate da vida cristã,
auxiliados pela graça de Cristo. É o combate da conversão para
chegar à santidade e à vida eterna, para a qual somos
incessantemente chamados pelo Senhor.
P.35.9 Poder de dar o sacramento da Penitência e Reconciliação
a cristãos não católicos
§1401 Quando urge uma necessidade grave, a critério do ordinário, os
ministros católicos podem dar os sacramentos Eucaristia, Penitência,
Unção dos Enfermos) aos outros cristãos que não estão em plena
comunhão com a Igreja católica, mas que os pedem espontaneamente: é
preciso então que manifestem a fé católica no tocante a esses
sacramentos e que apresentem as disposições exigidas.
P.35.10 Receber absolvição no sacramento da Penitência antes de
comungar
§1415 Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar
em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado
mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido
previamente a absolvição no sacramento da penitência.
P.35.11 Receber os sacramentos da Penitência antes do sacramento
do Matrimônio
§1662 O Matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, isto
é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma
aliança de amor fiel e fecundo.
P.35.12 Sacramento da Penitência e Reconciliação em casos
gravíssimos
§1463 Alguns pecados particularmente graves são passíveis de
excomunhão, a pena eclesiástica mais severa, que impede a recepção
dos sacramentos e o exercício de certos atos eclesiais. Neste caso,
a absolvição não pode ser dada, segundo o direito da Igreja, a não
ser pelo Papa, pelo Bispo local ou por presbíteros autorizados por
eles. Em caso de perigo de morte, qualquer sacerdote, mesmo privado
da faculdade de ouvir confissões, pode absolver de qualquer pecado e
de qualquer excomunhão.
P.35.13 Sacramento da Penitência e Reconciliação instituído para
todos os homens
§827 "Mas enquanto Cristo, 'santo, inocente, imaculado', não
conheceu o pecado, mas veio apenas para expiar os pecados do povo, a
Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores ao mesmo tempo
santa e sempre necessitada de purificar-se, busca sem cessar a
penitência e a renovação." Todos os membros da Igreja, inclusive
seus ministros, devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles o joio
do pecado continua ainda mesclado ao trigo do Evangelho até o fim
dos tempos. A Igreja reúne, portanto, pecadores alcançados pela
salvação de Cristo, mas ainda em via de santificação.
P.35.14 Sacramento da Penitência e Reconciliação instituído por
Cristo
§1446 O SACRAMENTO DO PERDÃO Cristo instituiu o sacramento da
Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de
tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e
com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. E
a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade
de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da
Igreja apresentam este sacramento como "a segunda tábua (de
salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça.
P.35.15 Sacrifício de Cristo fonte da remissão dos pecados do
homem
§1851 É justamente na paixão, em que a misericórdia de Cristo vai
vencê-lo, que o pecado manifesta o grau mais alto de sua violência e
de sua multiplicidade: incredulidade, ódio assassino, rejeição e
zombarias da parte dos chefes e do povo, covardia de Pilatos e
crueldade dos soldados, traição de Judas, tão dura para Jesus,
negação de Pedro e abandono da parte dos discípulos. Mas, na própria
hora das trevas e do príncipe deste mundo, o sacrifício de Cristo se
toma secretamente a fonte de onde brotará inesgotavelmente o perdão
de nossos pecados.
P.35.16 Segredo sacramental da confissão
§1467 Diante da delicadeza e da grandiosidade deste ministério e do
respeito que se deve às pessoas, a Igreja declara que todo sacerdote
que ouve confissões é obrigado a guardar segredo absoluto a respeito
dos pecados que seus penitentes lhe confessaram, sob penas
severíssimas. Também não pode fazer uso do conhecimento da vida dos
penitentes adquirido pela confissão. Este segredo, que não admite
exceções, chama-se "sigilo sacramental", porque o que o penitente
manifestou ao sacerdote permanece "sigilado" pelo sacramento.
§2490 O sigilo do sacramento da Reconciliação é sagrado e não pode
ser traído sob nenhum pretexto. "O sigilo sacramental é inviolável;
por isso, não é lícito ao confessor revelar o penitente, com
palavras, ou de qualquer outro modo, por nenhuma causa."
P.35.17 Significação escatológica do sacramento da Penitência e
da Reconciliação
§1470 Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento
misericordioso de Deus, antecipa de certa maneira o julgamento a que
ser sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida,
que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo
caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos
excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitência
e pela fé, o pecador passa da morte para a vida "sem ser julgado" (Jo
5,24).
P.35.18 Unção dos enfermo e remissão dos pecados
§1532 A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como
efeitos:
* a união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de
toda a Igreja;
* reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os
sofrimentos da doença ou da velhice;
* perdão dos pecados, se o doente não pode obtê-lo pelo sacramento
da Penitência;
* restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual;
* a preparação para a passagem à vida eterna.
P.35.19 Atos do penitente
§1491 O sacramento da Penitência é constituído de três atos do
penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente
são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao
sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de
reparação.
P.35.20.1 Exame de consciência
§1454 Convém preparar a recepção deste sacramento fazendo um exame
de consciência à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados
esse fim devem ser procurados na catequese moral dos evangelhos e
das cartas apostólicas: Sermão da Montanha, ensinamentos
apostólicos.
§1456 A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte
essencial do sacramento da penitência: "Os penitentes devem, na
confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência
depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam
muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois
últimos preceitos do decálogo (Cf Ex 20,17; Mt 5,28.), pois, às
vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais
do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de
todos".
Quando os cristãos se esforçam para confessar todos os pecados que
lhes vêm à memória, não se pode duvidar que tenham o intuito de
apresentá-los todos ao perdão da misericórdia divina. Os que agem de
outra forma, tentando ocultar conscientemente alguns pecados, não
colocam diante da bondade divina nada que ela possa perdoar por
intermédio do sacerdote. Pois, "se o doente tem vergonha de mostrar
sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora".
P.35.20.2 CONTRIÇÃO
§1451 A CONTRIÇÃO Entre s atos do penitente, a contrição vem em
primeiro lugar. Consiste "numa dor da alma e detestação do pecado
cometido, com a resolução de não mais pecar no futuro" .
§1452 Quando rota do amor de Deus, amado acima de tudo, contrição é
"perfeita" (contrição de caridade). Esta contrição perdoa as faltas
veniais e obtém também o perdão dos pecado mortais, se incluir a
firme resolução de recorrer, quando possível, à confissão
sacramental.
§1453 A contrição chamada "imperfeita" (ou "atrição") também é um
dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração do
peso do pecado ou do temor da condenação eterna e de outras penas
que ameaçam o pecador (contrição por temor). Este abalo da
consciência pode ser o início de uma evolução interior que ser
concluída sob a ação da graça, pela absolvição sacramental. Por si
mesma, porém, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados
graves, mas predispõe a obtê-lo no sacramento da penitência.
§1454 Convém preparar a recepção deste sacramento fazendo um exame
de consciência à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados
esse fim devem ser procurados na catequese moral dos evangelhos e
das cartas apostólicas: Sermão da Montanha, ensinamentos
apostólicos.
P.35.20.2.1 Contrição e confissão sacramental
§1452 Quando rota do amor de Deus, amado acima de tudo, contrição é
"perfeita" (contrição de caridade). Esta contrição perdoa as faltas
veniais e obtém também o perdão dos pecado mortais, se incluir a
firme resolução de recorrer, quando possível, à confissão
sacramental.
P.35.20.2.2 Contrição perfeita e contrição imperfeita
§1492 O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se
em motivos que decorrem da fé. Se o arrependimento estiver embasado
no amor de caridade para com Deus, é chamado "perfeito"; se estiver
fundado em outros motivos, será "imperfeito".
P.35.20.2.3 Contrição dor da alma
§1451 A CONTRIÇÃO Entre s atos do penitente, a contrição vem em
primeiro lugar. Consiste "numa dor da alma e detestação do pecado
cometido, com a resolução de não mais pecar no futuro" .
P.35.20.2.4 Contrição necessária para obter o perdão
§982 Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa
Igreja não possa perdoar. "Não existe ninguém, por mau e culpado que
seja, que não deva esperar com segurança a seu perdão, desde que seu
arrependimento seja sincero." Cristo que morreu por todos os homens,
quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas
a todo aquele que recua do pecado.
§1259 Para s catecúmenos que morrem antes de seu Batismo, seu desejo
explícito de recebê-lo, juntamente com o arrependimento de seus
pecados e a caridade, garante-lhes a salvação que não puderam
receber pelo sacramento.
§1861 O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade
humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a
privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este
estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de
Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no
inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para
sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é
em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à
justiça e à misericórdia de Deus.
§1864 "Todo pecado, toda blasfêmia será perdoada aos homens, mas a
blasfêmia contra o Espírito não será perdoada" (Mt 12,31). Pelo
contrário, quem a profere é culpado de um pecado eterno. A
misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa
deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento
rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo
Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência
final e à perdição eterna.
P.35.20.3 Espírito Santo dá a graça da contrição
§1433 Depois a Páscoa, o Espírito Santo "estabelecer a culpabilidade
do mundo a respeito do pecado", a saber, que o mundo não acreditou
naquele que o Pai enviou. Mas esse mesmo Espírito, que revela o
pecado, é o Consolador que dá ao coração do homem a graça do
arrependimento e da conversão.
P.35.20.4 Nenhuma penitência após a morte
§393 É o caráter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da
infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não
possa ser perdoado. "Não existe arrependimento para eles depois da
queda, como não existe para os homens após a morte."
P.35.20.5 CONFISSÃO
§1455 A CONFISSÃO DOS PECADOS A confissão dos pecados (acusação),
mesmo do ponto de vista simplesmente humano, nos liberta e facilita
nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de
frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a
responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão
da Igreja, a fim de tomar possível um futuro novo.
§1456 A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte
essencial do sacramento da penitência: "Os penitentes devem, na
confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência
depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam
muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois
últimos preceitos do decálogo (Cf Ex 20,17; Mt 5,28.), pois, às
vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais
do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de
todos".
Quando os cristãos se esforçam para confessar todos os pecados que
lhes vêm à memória, não se pode duvidar que tenham o intuito de
apresentá-los todos ao perdão da misericórdia divina. Os que agem de
outra forma, tentando ocultar conscientemente alguns pecados, não
colocam diante da bondade divina nada que ela possa perdoar por
intermédio do sacerdote. Pois, "se o doente tem vergonha de mostrar
sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora".
§1457 Conforme mandamento da Igreja, "todo fiel, depois de ter
chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados
graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano".
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve
receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito,
sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha
um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um
confessor. As crianças devem confessar-se antes de receber a
Primeira Eucaristia.
§1458 Apesar e não ser estritamente necessária, a confissão das
faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela
Igreja. Com efeito, a confissão regular de nossos pecados veniais
nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más
tendências, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do
Espírito. Recebendo mais freqüentemente, por meio deste sacramento,
o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos
como ele;
Quem confessa os próprios pecados já está agindo em harmonia com
Deus. Deus acusa teus pecados; se tu também os acusas, tu te
associas a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas
realidades: quando ouves falar do homem, foi Deus quem o fez; quando
ouves falar do pecador, é o próprio homem quem o fez. Destrói o que
fizeste para que Deus salve o que Ele fez... Quando começas a
detestar o que fizeste, é então que tuas boas obras começam, porque
acusas tuas más obras. A confissão das más obras é o começo das boas
obras. Contribui para a verdade e consegues chegar à 1uz.
P.35.20.5.1 Confissão das faltas veniais
§1493 Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a
Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda
não confessou e de que se lembra depois de examinar cuidadosamente
sua consciência. Mesmo sem ser necessária em si a confissão das
faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente.
§1863 O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição
desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no
exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas
temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento
dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado
venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a
graça de Deus. "Não priva da graça santificante, da amizade com
Deus, da caridade nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna."
O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados,
pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves,
não os consideras insignificantes: se os consideras insignificantes
ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves
faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um
grande número de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança?
Antes de tudo, a confissão...P.35.20.5.2 Confissão dos
pecados e conversão
§1435 A conversão se realiza na vida cotidiana por meio de gestos de
reconciliação, do cuidado dos pobres, do exercício e da defesa da
Justiça e do direito, pela confissão das faltas aos irmãos, pela
correção fraterna, pela revisão de vida, pelo exame de consciência
pela direção espiritual, pela aceitação dos sofrimentos, pela
firmeza na perseguição por causa da justiça. Tomar sua cruz, cada
dia, seguir a Jesus é o caminho mais seguro da penitencia.
P.35.20.5.3 Confissão dos pecados graves necessária para
obter a reconciliação
§1493 Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a
Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda
não confessou e de que se lembra depois de examinar cuidadosamente
sua consciência. Mesmo sem ser necessária em si a confissão das
faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente.
P.35.20.5.4 Confissão individual e celebração comunitária
§1482 O sacramento da Penitência também pode ter lugar no quadro de
uma celebração comunitária, na qual as pessoas se preparam juntas
para a confissão e também juntas agradecem pelo perdão recebido.
Neste caso, a confissão pessoal dos pecados e a absolvição
individual são inseridas numa liturgia da Palavra de Deus, com
leituras e homilia, exame de consciência em comum, pedido
comunitário de perdão, oração do Pai-Nosso e ação de graças em
comum. Esta celebração comunitária exprime mais claramente o caráter
eclesial da penitência. Mas, seja qual for o modo da celebração, o
sacramento da Penitência sempre é, por sua própria natureza, uma
ação litúrgica, portanto eclesial e pública.
P.35.20.5.5 Confissão pessoal forma mais significativa da
reconciliação
§1484 "A confissão individual e integral seguida da absolvição
continua sendo o único modo ordinário pelo qual os fiéis se
reconciliam com Deus e com a Igreja, salvo se uma impossibilidade
física ou moral dispensar desta confissão." Há razões profundas para
isso. Cristo age em cada um dos sacramentos. Dirige-se pessoalmente
a cada um dos pecadores: "Filho, os teus pecados estão perdoados"
(Mc 2,5); ele é o médico que se debruça sobre cada um dos doentes
que têm necessidade dele para curá-los; ele os soergue e reintegra
na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais
significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja.
P.35.20.5.6 Necessidade de confessar os pecados
§1448 Mediante as mudanças por que passaram a disciplina e a
celebração deste sacramento ao longo dos séculos, podemos discernir
sua própria estrutura fundamental que consta de dois elementos
igualmente essenciais: de um lado, os atos do homem que se converte
sob a ação do Espírito Santo, a saber, a contrição, a confissão e a
satisfação; de outro lado, a ação de Deus por intermédio da Igreja.
A Igreja que, pelo Bispo e seus presbíteros, concede, em nome de
Jesus Cristo, o perdão dos pecados e fixa a modalidade da
satisfação, ora pelo pecador e faz penitência com ele. Assim o
pecador é curado e reintegrado na comunhão eclesial.
P.35.20.6 ABSOLVIÇÃO
§1480 A celebração do sacramento da Penitência Como todos os
sacramentos, a Penitência é uma ação litúrgica. São estes
ordinariamente os elementos da celebração: saudação e bênção do
sacerdote, leitura da Palavra de Deus para iluminar a consciência e
suscitar a contrição, exortação ao arrependimento; confissão que
reconhece os pecados e os manifesta ao padre; imposição e aceitação
da penitência; absolvição do sacerdote; louvor de ação de graças e
despedida com a bênção do sacerdote.
§1481 A liturgia bizantina conhece diversas fórmulas de absolvição,
forma depreciativa, que exprimem admiravelmente o mistério do
perdão: "Que o Deus que pelo profeta Natã perdoou a Davi, que
confessou seus próprios pecados; a Pedro, quando chorou amargamente;
à prostituta, quando lavou seus pés com lágrimas; ao publicano e ao
filho pródigo, que esse mesmo Deus vos perdoe, por mim, pecador,
nesta vida e na outra, e vos faça comparecer em seu terrível
tribunal sem vos condenar, Ele que é bendito nos séculos dos
séculos. Amém.
§1482 O sacramento da Penitência também pode ter lugar no quadro de
uma celebração comunitária, na qual as pessoas se preparam juntas
para a confissão e também juntas agradecem pelo perdão recebido.
Neste caso, a confissão pessoal dos pecados e a absolvição
individual são inseridas numa liturgia da Palavra de Deus, com
leituras e homilia, exame de consciência em comum, pedido
comunitário de perdão, oração do Pai-Nosso e ação de graças em
comum. Esta celebração comunitária exprime mais claramente o caráter
eclesial da penitência. Mas, seja qual for o modo da celebração, o
sacramento da Penitência sempre é, por sua própria natureza, uma
ação litúrgica, portanto eclesial e pública.
§1483 Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração
comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta
necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de
morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir
a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também
apresentar-se quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não
havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões
individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa
de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça
sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso, os fiéis devem
ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar
individualmente seus pecados graves no devido tempo. Cabe ao Bispo
diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem.
Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de
peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave.
§1484 "A confissão individual e integral seguida da absolvição
continua sendo o único modo ordinário pelo qual os fiéis se
reconciliam com Deus e com a Igreja, salvo se uma impossibilidade
física ou moral dispensar desta confissão." Há razões profundas para
isso. Cristo age em cada um dos sacramentos. Dirige-se pessoalmente
a cada um dos pecadores: "Filho, os teus pecados estão perdoados"
(Mc 2,5); ele é o médico que se debruça sobre cada um dos doentes
que têm necessidade dele para curá-los; ele os soergue e reintegra
na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais
significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja.
P.35.20.6.1 Absolvição dos moribundos
§1020 O cristão, que une sua própria morte à de Jesus, vê a morte
como um caminhar ao seu encontro e uma entrada na Vida Eterna.
Depois de a Igreja, pela última vez, pronunciar as palavras de
perdão da absolvição de Cristo sobre o cristão moribundo, selá-lo
pela última vez com uma unção fortificadora e dar-lhe o Cristo no
viático como alimento para a Viagem, diz-lhe com doce segurança
estas palavras:
Deixa este mundo, alma cristã, em nome do Pai Todo-Poderoso que te
criou, em nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, que sofreu por
ti, em nome do Espírito Santo que foi derramado em ti. Toma teu
lugar hoje na paz e fixa tua morada com Deus na santa Sião, com a
Virgem Maria, a Mãe de Deus, com São José, os anjos e todos os
santos de Deus. (...) Volta para junto de teu Criador, que te formou
do pó da terra. Que na hora em que tua alma sair de teu corpo se
apressem a teu encontro Maria, os anjos e todos os santos. (...) Que
possas ver teu Redentor face a face (...).
P.35.20.6.2 Absolvição geral
§1483 Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração
comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta
necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de
morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir
a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também
apresentar-se quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não
havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões
individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa
de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça
sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso, os fiéis devem
ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar
individualmente seus pecados graves no devido tempo. Cabe ao Bispo
diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem.
Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de
peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave.
P.35.20.6.3 Celebração comunitária e absolvição individual
§1482 O sacramento da Penitência também pode ter lugar no quadro de
uma celebração comunitária, na qual as pessoas se preparam juntas
para a confissão e também juntas agradecem pelo perdão recebido.
Neste caso, a confissão pessoal dos pecados e a absolvição
individual são inseridas numa liturgia da Palavra de Deus, com
leituras e homilia, exame de consciência em comum, pedido
comunitário de perdão, oração do Pai-Nosso e ação de graças em
comum. Esta celebração comunitária exprime mais claramente o caráter
eclesial da penitência. Mas, seja qual for o modo da celebração, o
sacramento da Penitência sempre é, por sua própria natureza, uma
ação litúrgica, portanto eclesial e pública.
P.35.20.6.4 Excomunhão e absolvição
§1463 Alguns pecados particularmente graves são passíveis de
excomunhão, a pena eclesiástica mais severa, que impede a recepção
dos sacramentos e o exercício de certos atos eclesiais. Neste caso,
a absolvição não pode ser dada, segundo o direito da Igreja, a não
ser pelo Papa, pelo Bispo local ou por presbíteros autorizados por
eles. Em caso de perigo de morte, qualquer sacerdote, mesmo privado
da faculdade de ouvir confissões, pode absolver de qualquer pecado e
de qualquer excomunhão.
P.35.20.6.5 Fórmulas de absolvição
§1449 A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os
elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a
fonte de todo perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela
páscoa de seu Filho e pelo dom de seu Espírito, por meio da oração e
ministério da Igreja:
Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu
Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para
remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o
perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo
§1481 A liturgia bizantina conhece diversas fórmulas de absolvição,
forma depreciativa, que exprimem admiravelmente o mistério do
perdão: "Que o Deus que pelo profeta Natã perdoou a Davi, que
confessou seus próprios pecados; a Pedro, quando chorou amargamente;
à prostituta, quando lavou seus pés com lágrimas; ao publicano e ao
filho pródigo, que esse mesmo Deus vos perdoe, por mim, pecador,
nesta vida e na outra, e vos faça comparecer em seu terrível
tribunal sem vos condenar, Ele que é bendito nos séculos dos
séculos. Amém.
P.35.20.6.6 Liturgia bizantina e fórmulas de absolvição §1481
P.35.20.6.7 Pecados graves e absolvição
§1415 Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar
em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado
mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido
previamente a absolvição no sacramento da penitência.
§1457 Conforme mandamento da Igreja, "todo fiel, depois de ter
chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados
graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano".
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve
receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito,
sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha
um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um
confessor. As crianças devem confessar-se antes de receber a
Primeira Eucaristia.
§1497 A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida
da absolvição, continua sendo o único meio ordinário de
reconciliação com Deus e com a Igreja.
P.35.20.6.8 Poder de perdoar os pecados
§553 Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: "Eu te darei
as chaves do Reino dos Céus: o que ligares na terra será ligado nos
Céus, e o que desligares na terra será desligado nos Céus" (Mt
16,19). O "poder das chaves" designa a autoridade para governar a
casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, "o Bom Pastor" (Jo 10,11),
confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: "Apascenta as
minhas ovelhas" (Jo 21,15-17). O poder de "ligar e desligar"
significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos
doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou
esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos e
particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as
chaves do Reino.
§976 O Símbolo dos Apóstolos correlaciona a fé no perdão dos pecados
com a fé no Espírito Santo, mas também com a fé na Igreja e na
comunhão dos santos. Foi dando o Espírito Santo a seus apóstolos que
Cristo ressuscitado lhes conferiu seu próprio poder divino de
perdoar os pecados: "Recebei o Espírito Santo Aqueles a quem
perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os
retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).
(A Segunda Parte do Catecismo tratará explicitamente do perdão dos
pecados pelo Batismo, pelo sacramento da Penitência e pelos outros
sacramentos, sobretudo a Eucaristia. Por isso basta aqui evocar
sucintamente alguns dados básicos.)
§1441 SÓ DEUS PERDOA OS PECADOS Só eus perdoa os pecados. Por
ser o Filho de Deus, Jesus diz de si mesmo: "O Filho do homem tem
poder de perdoar pecados na terra" (Mc 2,10) e exerce esse poder
divino: "Teus pecados estão perdoados!" (Mc 2,5). Mais ainda: em
virtude de sua autoridade divina, transmite esse poder aos homens
para que o exerçam em seu nome.
§1442 A vontade de Cristo é que toda a sua Igreja seja, na oração,
em sua vida e em sua ação, o sinal e instrumento do perdão e da
reconciliação que "ele nos conquistou ao preço de seu sangue". Mas
confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico,
encarregado do "ministério da reconciliação" (2Cor 5,18). O apóstolo
é enviado "em nome de Cristo", e "é o próprio Deus" que, por meio
dele, exorta e suplica: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).
§1443 RECONCILIAÇÃO COM A IGREJA Durante sua vida pública, Jesus não
só perdoou os pecados, mas também manifestou o efeito desse perdão:
reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da
qual o pecado os havia afastado ou até excluído. Um sinal evidente
disso é o fato de Jesus admitir os pecadores à sua mesa e, mais
ainda, de Ele mesmo sentar-se à sua mesa, gesto que exprime de modo
estupendo ao mesmo tempo o perdão de Deus e o retomo ao seio do Povo
de Deus.
§1444 Conferindo os apóstolos seu próprio poder de perdoar os
pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os
pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa
exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro:
"Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra
ser ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos
céus" (Mt 16,19). "O múnus de ligar e desligar, que foi dado a
Pedro, consta que também foi dado ao colégio do apóstolos, unido a
seu chefe (cf. Mt 18,18; 28,16-20)."
§1445 As palavras ligar e desligar significam: aquele que excluirdes
da vossa comunhão, será excluído da comunhão com Deus; aquele que
receberdes de novo na vossa comunhão, Deus o acolherá também na sua.
A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com
Deus.
§1461 O ministro deste sacramento Como Cristo confiou a seus
apóstolos o ministério da Reconciliação, os Bispos, seus sucessores,
e os presbíteros, colaboradores dos Bispos, continuam a exercer esse
ministério. De fato, são os Bispos e os presbíteros que têm, em
virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados
"em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
P.35.20.7 REMISSÃO E RECONCILIAÇÃO cf. Perdão e Remissão dos
pecados
P.35.20.7.1 Deus reconcilia o mundo em Cristo
§433 O nome do Deus Salvador era invocado uma só vez por ano pelo
sumo sacerdote para a expiação dos pecados de Israel, depois de ele
aspergir o propiciatório do Santo dos Santos com o sangue do
sacrifício. O propiciatório era o lugar da presença de Deus. Quando
São Paulo diz de Jesus que "Deus o destinou como instrumento de
propiciação, por seu próprio Sangue" (Rm 3,25), quer afirmar que na
humanidade deste último "era Deus que em Cristo reconciliava consigo
o mundo" (2Cor 5,19).
P.35.20.7.2 Igreja lugar da reconciliação
§755 "A Igreja é a lavoura ou campo de Deus (1 Cor 3,9). Nesse campo
cresce a oliveira antiga, cuja raiz santa foram os Patriarcas e em
que foi feita e se fará a reconciliação dos judeus e dos gentios.
Ela foi plantada pelo celeste Viticultor como vinha eleita. Cristo é
a verdadeira Vide, que dá vida e fecundidade aos ramos, que dizer, a
nós, que pela Igreja permanecemos nele, sem o qual nada podermos
fazer".
P.35.20.7.3 Modo de Reconciliação
§981 Depois de sua Ressurreição, Cristo enviou seus Apóstolos para
"anunciar a todas as nações o arrependimento em seu Nome, em vista
da remissão dos pecados" (Lc 24,47). Este "ministério da
reconciliação" (2Cor 5,18) os Apóstolos e seus sucessores não o
exercem somente anunciando aos homens o perdão de Deus merecido para
nós por Cristo e chamando-os à conversão e à fé, mas também
comunicando-lhes a remissão dos pecados pelo Batismo e
reconciliando-os com Deus e com a Igreja graças ao poder das chaves
recebido de Cristo:
A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela
a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito
Santo É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos
pecados, a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou.
§1449 A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os
elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a
fonte de todo perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela
páscoa de seu Filho e pelo dom de seu Espírito, por meio da oração e
ministério da Igreja:
Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu
Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para
remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o
perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo
§1455 A CONFISSÃO DOS PECADOS A confissão dos pecados (acusação),
mesmo do ponto de vista simplesmente humano, nos liberta e facilita
nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de
frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a
responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão
da Igreja, a fim de tomar possível um futuro novo.
P.35.20.7.4 Perdão condição fundamental da Reconciliação
§2844 A oração cristã chega até o perdão dos inimigos. Transforma o
discípulo, configurando-o a seu Mestre. O perdão é um ponto alto da
oração cristã; o dom da oração não pode ser recebido a não ser num
coração em consonância com a compaixão divina. O perdão dá também
testemunho de que, em nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado.
Os mártires, de ontem e de hoje, dão este testemunho de Jesus. O
perdão é a condição fundamental da Reconciliação dos filhos de Deus
com seu Pai e dos homens entre si.
P.35.20.7.5 Reconciliação com a Igreja
§1443 RECONCILIAÇÃO COM A IGREJA Durante sua vida pública, Jesus não
só perdoou os pecados, mas também manifestou o efeito desse perdão:
reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da
qual o pecado os havia afastado ou até excluído. Um sinal evidente
disso é o fato de Jesus admitir os pecadores à sua mesa e, mais
ainda, de Ele mesmo sentar-se à sua mesa, gesto que exprime de modo
estupendo ao mesmo tempo o perdão de Deus e o retomo ao seio do Povo
de Deus.
§1444 Conferindo os apóstolos seu próprio poder de perdoar os
pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os
pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa
exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro:
"Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra
ser ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos
céus" (Mt 16,19). "O múnus de ligar e desligar, que foi dado a
Pedro, consta que também foi dado ao colégio do apóstolos, unido a
seu chefe (cf. Mt 18,18; 28,16-20)."
§1445 As palavras ligar e desligar significam: aquele que excluirdes
da vossa comunhão, será excluído da comunhão com Deus; aquele que
receberdes de novo na vossa comunhão, Deus o acolherá também na sua.
A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com
Deus.
P.35.20.7.6 Reconciliação de todos os cristãos na unidade da
Igreja de Cristo
§822 A preocupação de realizar a união "diz respeito à Igreja
inteira, fiéis e pastores". Mas é preciso também "ter consciência de
que este projeto sagrado, a reconciliação de todos os cristãos na
unidade de uma só e única Igreja de Cristo, ultrapassa as forças e
as capacidades humanas". Por isso depositamos toda a nossa esperança
"na oração de Cristo pela Igreja, no amor do Pai por nós e no poder
do Espírito Santo".
P.35.20.8 SATISFAÇÃO
P.35.20.8.1 Fins da satisfação
§1494 O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos atos
de "satisfação" ou de "penitencia", para reparar o prejuízo causado
pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de
Cristo.
P.35.20.8.2 Formas de penitência e suas finalidades e Imposta
pelo confessor
§1460 A penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a
situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Deve
corresponder, na medida do possível, à gravidade e à natureza dos
pecados cometidos. Pode consistir na oração, numa oferta, em obras
de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, em
sacrifícios e principalmente na aceitação paciente da cruz que
devemos carregar. Essas penitências nos ajudam a configurar-nos com
Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas.
Permitem-nos também tomar-nos co-herdeiros de Cristo ressuscitado,
"pois sofremos com ele":
Mas nossa satisfação, aquela que pagamos por nossos pecados, só vale
por intermédio de Jesus Cristo, pois, não podendo coisa alguma por
nós mesmos, "tudo podemos com a cooperação daquele que nos dá
força"(Cf Fl 4,13). E, assim, não tem o homem de que se gloriar, mas
toda a nossa "glória" está em Cristo... em quem oferecemos
satisfação, "produzindo dignos frutos de penitência (Cf Lc 3,8.),
que dele recebem seu valor, por Ele são oferecidos ao Pai e graças a
Ele são aceitos pelo Pai.§1460
P.35.20.8.3 Satisfação ato do penitente
§1491 O sacramento da Penitência é constituído de três atos do
penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente
são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao
sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de
reparação.
P.35.21 Celebração litúrgica ou rito do sacramento da Penitência
P.35.21.1 Ato do penitente cf. Atos do Penitente
P.35.21.2 Ato do sacerdote §1491
P.35.21.3 Celebração comunitária
§1482 O sacramento da Penitência também pode ter lugar no quadro de
uma celebração comunitária, na qual as pessoas se preparam juntas
para a confissão e também juntas agradecem pelo perdão recebido.
Neste caso, a confissão pessoal dos pecados e a absolvição
individual são inseridas numa liturgia da Palavra de Deus, com
leituras e homilia, exame de consciência em comum, pedido
comunitário de perdão, oração do Pai-Nosso e ação de graças em
comum. Esta celebração comunitária exprime mais claramente o caráter
eclesial da penitência. Mas, seja qual for o modo da celebração, o
sacramento da Penitência sempre é, por sua própria natureza, uma
ação litúrgica, portanto eclesial e pública.
§1483 Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração
comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta
necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de
morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir
a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também
apresentar-se quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não
havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões
individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa
de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça
sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso, os fiéis devem
ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar
individualmente seus pecados graves no devido tempo. Cabe ao Bispo
diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem.
Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de
peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave.
P.35.21.4 Estrutura fundamental
§1448 Mediante as mudanças por que passaram a disciplina e a
celebração deste sacramento ao longo dos séculos, podemos discernir
sua própria estrutura fundamental que consta de dois elementos
igualmente essenciais: de um lado, os atos do homem que se converte
sob a ação do Espírito Santo, a saber, a contrição, a confissão e a
satisfação; de outro lado, a ação de Deus por intermédio da Igreja.
A Igreja que, pelo Bispo e seus presbíteros, concede, em nome de
Jesus Cristo, o perdão dos pecados e fixa a modalidade da
satisfação, ora pelo pecador e faz penitência com ele. Assim o
pecador é curado e reintegrado na comunhão eclesial.
§1480 A celebração do sacramento da Penitência Como todos os
sacramentos, a Penitência é uma ação litúrgica. São estes
ordinariamente os elementos da celebração: saudação e bênção do
sacerdote, leitura da Palavra de Deus para iluminar a consciência e
suscitar a contrição, exortação ao arrependimento; confissão que
reconhece os pecados e os manifesta ao padre; imposição e aceitação
da penitência; absolvição do sacerdote; louvor de ação de graças e
despedida com a bênção do sacerdote.
P.35.21.5 Ministro da celebração
§1461 O ministro deste sacramento Como Cristo confiou a seus
apóstolos o ministério da Reconciliação, os Bispos, seus sucessores,
e os presbíteros, colaboradores dos Bispos, continuam a exercer esse
ministério. De fato, são os Bispos e os presbíteros que têm, em
virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados
"em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
§1462 O perdão dos pecados reconcilia com Deus, mas também com a
Igreja. O Bispo, chefe visível da Igreja Particular, é, portanto,
considerado, com plena razão, desde os tempos primitivos, aquele que
principalmente detém o poder e o ministério da reconciliação: ele é
o moderador da disciplina penitencial. Os presbíteros, seus
colaboradores, o exercem na medida em que receberam o múnus, quer de
seu Bispo (ou de um superior religioso), quer do Papa, por meio do
direito da Igreja.
§1466 O confessor não é o senhor, mas o servo do perdão de Deus. O
ministro deste sacramento deve unir-se à intenção e à caridade
Cristo. Deve possuir um comprovado conhecimento do comportamento
cristão, experiência das coisas humanas, respeito e delicadeza
diante daquele que caiu; deve amar a verdade, ser fiel ao magistério
da Igreja e conduzir, com paciência, o penitente à cura e à plena
maturidade. Deve orar e fazer penitência por ele, confiando-o à
misericórdia do Senhor.
P.35.21.6 Mudanças da celebração do sacramento da penitência
durante os séculos
§1447 No curso dos séculos, a forma concreta segundo a qual a Igreja
exerceu este poder recebido do Senhor variou muito. Nos primeiros
séculos, a reconciliação dos cristãos que haviam cometido pecados
particularmente graves depois do Batismo (por exemplo, a idolatria,
o homicídio ou o adultério) estava ligada a uma disciplina bastante
rigorosa, segundo a qual os penitentes deviam fazer penitência
pública por seus pecados, muitas vezes durante longos anos, antes de
receber a reconciliação. A esta "ordem dos penitentes" (que incluía
apenas certos pecados graves) só se era admitido raramente e, em
certas regiões, só uma vez na vida. No século VII, inspirados na
tradição monástica do Oriente, os missionários irlandeses trouxeram
para a Europa continental a prática "privada" da penitência que não
mais exigia a prática pública e prolongada de obras de penitência
antes de receber a reconciliação com a Igreja. O sacramento se
realiza daí em diante de uma forma mais secreta entre o penitente e
o presbítero. Esta nova prática previa a possibilidade da repetição,
abrindo assim o caminho para uma freqüência regular a este
sacramento. Permitia integrar numa única celebração sacramental o
perdão dos pecados graves e dos pecados veniais. Em linhas gerais, é
essa a forma de penitência praticada na Igreja até hoje.
§1448 Mediante as mudanças por que passaram a disciplina e a
celebração deste sacramento ao longo dos séculos, podemos discernir
sua própria estrutura fundamental que consta de dois elementos
igualmente essenciais: de um lado, os atos do homem que se converte
sob a ação do Espírito Santo, a saber, a contrição, a confissão e a
satisfação; de outro lado, a ação de Deus por intermédio da Igreja.
A Igreja que, pelo Bispo e seus presbíteros, concede, em nome de
Jesus Cristo, o perdão dos pecados e fixa a modalidade da
satisfação, ora pelo pecador e faz penitência com ele. Assim o
pecador é curado e reintegrado na comunhão eclesial.
P.35.22 Efeitos do sacramento da Penitência
P.35.22.1 Antecipar o juízo final
§1470 Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento
misericordioso de Deus, antecipa de certa maneira o julgamento a que
ser sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida,
que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo
caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos
excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitência
e pela fé, o pecador passa da morte para a vida "sem ser julgado" (Jo
5,24).
P.35.22.2 Perdoar ofensas feitas a Deus §1422
P.35.22.3 Reconciliar com a Igreja
§980 É pelo sacramento da Penitência que o batizado pode ser
reconciliado com Deus e com a Igreja: Os Padres da Igreja com razão
chamavam a Penitência de "um Batismo laborioso". O sacramento da
Penitência é necessário para a salvação daqueles que caíram depois
do Batismo, assim como o Batismo é necessário para os que ainda não
foram regenerados.
§1422 "Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da
misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo
são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual
colabora para sua conversão com caridade exemplo e orações."
§1469 Este sacramento nos reconcilia com a Igreja. O pecado fende ou
quebra a comunhão fraterna. O sacramento da Penitência a repara ou
restaura. Neste sentido, ele não cura apenas aquele que é
restabelecido na comunhão eclesial, mas tem também um efeito
vivificante sobre a vida da Igreja, que sofreu com o pecado de um de
seus membros. Restabelecido ou confirmado na comunhão dos santos, o
pecador sai fortalecido pela participação dos bens espirituais de
todos os membros vivos do Corpo de Cristo, quer estejam ainda em
estado de peregrinação, quer já estejam na pátria celeste:
Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como
conseqüência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de
remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente
perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo de seu
ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os
irmãos que de alguma maneira ofendeu e feriu; reconcilia-se com a
Igreja; e reconcilia-se com toda a criação.
P.35.22.4 Reconciliar com Deus
§980 É pelo sacramento da Penitência que o batizado pode ser
reconciliado com Deus e com a Igreja: Os Padres da Igreja com razão
chamavam a Penitência de "um Batismo laborioso". O sacramento da
Penitência é necessário para a salvação daqueles que caíram depois
do Batismo, assim como o Batismo é necessário para os que ainda não
foram regenerados.
§1468 Os efeitos deste sacramento "Toda a força da Penitência reside
no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele
com a máxima amizade." Portanto, a finalidade e o efeito deste
sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento
da Penitência com coração contrito e disposição religiosa "podem
usufruir a paz e a tranqüilidade da consciência, que vem acompanhada
de uma intensa consolação espiritual". Com efeito, o sacramento da
Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira "ressurreição
espiritual", uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos
filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Cf
Lc 15,32).
P.35.22.5 Recuperar a graça § 1468
§1446 O SACRAMENTO DO PERDÃO Cristo instituiu o sacramento da
Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de
tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e
com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. E
a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade
de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da
Igreja apresentam este sacramento como "a segunda tábua (de
salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça.
P.35.22.6 Trazer consigo uma "ressurreição espiritual" §1468.
P.35.23 Necessidade do sacramento da Penitência
P.35.23.1 Para obter o perdão dos pecados mortais
§1395 Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos
preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da
vida de Cristo e quanto mais progredirmos em sua amizade, tanto mais
difícil de ele separar-nos pelo pecado mortal. A Eucaristia não é
destinada a perdoar pecados mortais. Isso é próprio do sacramento da
reconciliação. É próprio da Eucaristia ser o sacramento daqueles que
estão na comunhão plena da Igreja.
P.35.23.2 Para receber outros sacramentos
§1385 Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este
momento tão grande e tão santo. São Paulo exorta a um exame de
consciência: "Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do
Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por
conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão
e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o
Corpo, come e bebe a própria condenação" (1 Cor 11,27-29). Quem está
consciente de um pecado grave deve receber o sacramento da
reconciliação antes de receber a comunhão.
P.35.23.3 Para recobrar a graça da justificação
§1446 O SACRAMENTO DO PERDÃO Cristo instituiu o sacramento da
Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de
tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e
com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. E
a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade
de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da
Igreja apresentam este sacramento como "a segunda tábua (de
salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça.
P.35.23.4 Para reconciliar com Deus e com a Igreja
§1468 Os efeitos deste sacramento "Toda a força da Penitência reside
no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele
com a máxima amizade." Portanto, a finalidade e o efeito deste
sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento
da Penitência com coração contrito e disposição religiosa "podem
usufruir a paz e a tranqüilidade da consciência, que vem acompanhada
de uma intensa consolação espiritual". Com efeito, o sacramento da
Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira "ressurreição
espiritual", uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos
filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Cf
Lc 15,32).
P.35.24 Nomes do sacramento da Penitência e da Reconciliação
P.35.24.1 Sacramento da confissão
§1424 É chamado sacramento da Confissão porque a declaração, a
confissão dos pecados diante do sacerdote é um elemento essencial
desse sacramento. Num sentido profundo esse sacramento também é uma
"confissão", reconhecimento e louvor da santidade de Deus e de sua
misericórdia para com o homem pecador. Também é chamado sacramento
do perdão porque pela absolvição sacramental do sacerdote Deus
concede "o perdão e a paz"
É chamado sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de
Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20). Quem
vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo
do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).
§1455 A CONFISSÃO DOS PECADOS A confissão dos pecados (acusação),
mesmo do ponto de vista simplesmente humano, nos liberta e facilita
nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de
frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a
responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão
da Igreja, a fim de tomar possível um futuro novo.
§1456 A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte
essencial do sacramento da penitência: "Os penitentes devem, na
confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência
depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam
muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois
últimos preceitos do decálogo (Cf Ex 20,17; Mt 5,28.), pois, às
vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais
do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de
todos".
Quando os cristãos se esforçam para confessar todos os pecados que
lhes vêm à memória, não se pode duvidar que tenham o intuito de
apresentá-los todos ao perdão da misericórdia divina. Os que agem de
outra forma, tentando ocultar conscientemente alguns pecados, não
colocam diante da bondade divina nada que ela possa perdoar por
intermédio do sacerdote. Pois, "se o doente tem vergonha de mostrar
sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora".
§1457 Conforme mandamento da Igreja, "todo fiel, depois de ter
chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados
graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano".
Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve
receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito,
sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha
um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um
confessor. As crianças devem confessar-se antes de receber a
Primeira Eucaristia.
§1458 Apesar e não ser estritamente necessária, a confissão das
faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela
Igreja. Com efeito, a confissão regular de nossos pecados veniais
nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más
tendências, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do
Espírito. Recebendo mais freqüentemente, por meio deste sacramento,
o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos
como ele;
Quem confessa os próprios pecados já está agindo em harmonia com
Deus. Deus acusa teus pecados; se tu também os acusas, tu te
associas a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas
realidades: quando ouves falar do homem, foi Deus quem o fez; quando
ouves falar do pecador, é o próprio homem quem o fez. Destrói o que
fizeste para que Deus salve o que Ele fez... Quando começas a
detestar o que fizeste, é então que tuas boas obras começam, porque
acusas tuas más obras. A confissão das más obras é o começo das boas
obras. Contribui para a verdade e consegues chegar à 1uz.
P.35.24.2 Sacramento da conversão
§1423 Como se chama este sacramento? Chama-se sacramento da
Conversão, pois realiza sacramentalmente o convite de Jesus à
conversão, o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou
pelo pecado.
Chama-se sacramento da Penitência porque consagra um esforço pessoal
e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação do
cristão pecador.
P.35.24.3 Sacramento da indulgência
§1424 É chamado sacramento da Confissão porque a declaração, a
confissão dos pecados diante do sacerdote é um elemento essencial
desse sacramento. Num sentido profundo esse sacramento também é uma
"confissão", reconhecimento e louvor da santidade de Deus e de sua
misericórdia para com o homem pecador. Também é chamado sacramento
do perdão porque pela absolvição sacramental do sacerdote Deus
concede "o perdão e a paz"
É chamado sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de
Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20). Quem
vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo
do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).
§1446 O SACRAMENTO DO PERDÃO Cristo instituiu o sacramento da
Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de
tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e
com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. E
a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade
de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da
Igreja apresentam este sacramento como "a segunda tábua (de
salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça.
P.35.24.4 Sacramento da Penitência
§1423 Como se chama este sacramento? Chama-se sacramento da
Conversão, pois realiza sacramentalmente o convite de Jesus à
conversão, o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou
pelo pecado.
Chama-se sacramento da Penitência porque consagra um esforço pessoal
e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação do
cristão pecador.
P.35.24.5 Sacramento da Reconciliação
§1385 Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este
momento tão grande e tão santo. São Paulo exorta a um exame de
consciência: "Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do
Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por
conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão
e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o
Corpo, come e bebe a própria condenação" (1 Cor 11,27-29). Quem está
consciente de um pecado grave deve receber o sacramento da
reconciliação antes de receber a comunhão.
§1424 É chamado sacramento da Confissão porque a declaração, a
confissão dos pecados diante do sacerdote é um elemento essencial
desse sacramento. Num sentido profundo esse sacramento também é uma
"confissão", reconhecimento e louvor da santidade de Deus e de sua
misericórdia para com o homem pecador. Também é chamado sacramento
do perdão porque pela absolvição sacramental do sacerdote Deus
concede "o perdão e a paz"
É chamado sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de
Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20). Quem
vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo
do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).
§1440 O sacramento da Penitência e da Reconciliação O pecado é antes
de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com ele. Ao mesmo
tempo é um atentado à comunhão com a Igreja. Por isso, a conversão
traz simultaneamente o perdão de Deus e a reconciliação com a
Igreja, Q que é expresso e realizado liturgicamente pelo sacramento
da Penitência e da Reconciliação.
P.35.24.6 Sacramento da remissão
§1395 Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos
preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da
vida de Cristo e quanto mais progredirmos em sua amizade, tanto mais
difícil de ele separar-nos pelo pecado mortal. A Eucaristia não é
destinada a perdoar pecados mortais. Isso é próprio do sacramento da
reconciliação. É próprio da Eucaristia ser o sacramento daqueles que
estão na comunhão plena da Igreja.
P.35.24.7 Sacramento do perdão
§1442 A vontade de Cristo é que toda a sua Igreja seja, na oração,
em sua vida e em sua ação, o sinal e instrumento do perdão e da
reconciliação que "ele nos conquistou ao preço de seu sangue". Mas
confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico,
encarregado do "ministério da reconciliação" (2Cor 5,18). O apóstolo
é enviado "em nome de Cristo", e "é o próprio Deus" que, por meio
dele, exorta e suplica: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).

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